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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Porque surgem as câimbras e como evitá-las


Câimbras podem acontecer quando menos se espera. De repente, a pessoa sente uma dor intensa provocada por contrações involuntárias de um ou mais músculos, repentinas e prolongadas. As contrações usualmente se instalam nos membros inferiores e ocorrem em espasmos, tornando visíveis os músculos e tendões contraídos.
Em geral, as câimbras musculares são causadas pela prática de esportes ou por determinadas atividades profissionais. Já as câimbras noturnas na perna, muitas vezes não têm causa aparente, mas sugerem a associação com algumas doenças sistêmicas.
Foto: mdemulher.abril.com.br
Entre as causas mais comuns das câimbras, é válido citar:
- Uso exagerado da musculatura:
São as câimbras típicas dos atletas que praticam exercícios que sobrecarregam determinados músculos. No entanto, elas podem ocorrer, também, nas mãos, nos braços e no pescoço como resultado de atividades como escrever, digitar ou trabalhar com ferramentas na mesma posição durante muito tempo.
- Desidratação:
A água facilita as contrações e o relaxamento das fibras musculares e dos tendões. A falta dela deixá-os mais sujeitos a espasmos.
- Baixas temperaturas:
O frio faz com que a musculatura fique mais tensa e contraída, o que facilita a ocorrência de espasmos das fibras musculares.
- Má circulação:
Nos mais velhos, o estreitamento das artérias que irrigam os membros inferiores causado por placas de aterosclerose pode provocar câimbras, quando a musculatura é solicitada com mais intensidade.
- Compressão de raízes nervosas:
Artroses e perda de elasticidade dos discos que ficam entre as vértebras da coluna lombar podem comprimir os nervos, que saem para inervar os membros inferiores, e provocar dor. Essa dor fica mais forte à medida que a pessoa anda e pode adquirir as características típicas das câimbras. No entanto, ela melhora quando a coluna fica ligeiramente flexionada para frente, por exemplo, na posição que a pessoa assume ao empurrar o carrinho do supermercado.
- Carência de sais minerais:
Falta de potássio, cálcio ou magnésio na dieta alimentar pode estar por trás de quadros de câimbras frequentes. Pessoas hipertensas que tomam diuréticos geralmente perdem potássio.
- Dor de crescimento das crianças:
A dor de crescimento das crianças é simplesmente uma câimbra infantile pode ser causada por falta de magnésio, potássio, excesso de esforço fisico. ou eletricidade estática que causa o desencadeamento da dor de crescimento.
- Outras causas potenciais:
Diabetes, anemia, insuficiência renal, doenças de tireóide, doenças neurológicas, desequilíbrios hormonais, mulheres grávidas ou problemas vasculares são fatores que favorecem a ocorrência de cãibras. Alguns relatos também indicam que o uso de certos suplementos dietéticos como creatina pode aumentar os riscos de cãibras musculares. Se câibras apareceram sem um histórico prévio, consulte um médico para excluir causas mais sérias.
- Prevenção e Tratamento:
Na maioria das vezes, os episódios dolorosos são ocasionais, duram menos de um minuto e desaparecem espontaneamente. Analgésicos e anti-inflamatórios não têm utilidade nenhuma no tratamento das câimbras. No entanto, nas crises, algumas medidas simples podem representar a melhor forma de tratamento.
Foto: xtremelacrosse.files.wordpress.com
Câimbras não têm cura, mas alguns cuidados simples podem prevenir a repetição das crises:
- Exercícios de alongamento e massagem:
Alongar o músculo em espasmo e massagear a área afetada com movimentos circulares são técnicas fundamentais para promover o relaxamento da musculatura e alívio da dor.
Nesse grupo, recomenda-se um programa de alongamento continuo. É importante salientar que não vai ser de um dia para o outro que o alongamento trará resultados. É preciso pelo menos algumas semanas com alongamentos diários para o músculo ter mais resistência às contrações involuntárias.
Quando as câimbras se manifestam nas pernas, a pessoa deve ficar em pé e colocar o peso sobre a perna acometida, dobrando o joelho para estirar os músculos da batata da perna. Se não conseguir ficar em pé, deve sentar-se, esticar a perna e puxar os pés para trás com as mãos.
- Boa hidratação:
Manter uma boa hidratação ao longo do dia, especialmente antes de praticar exercícios vigorosos. e evitar o sedentarismo. Bem hidratados, os músculos se contraem e relaxam com mais facilidade.
O melhor modo de controlar o grau de hidratação do corpo é através da cor da urina. Pessoas desidratadas apresentam urina muito amarelada e normalmente com cheiro forte, enquanto que um corpo hidratado produz urina clara e sem cheiro.
- Alimentação balanceada:
Inclua frutas e verduras na sua dieta habitual. Esses alimentos são ricos em vitaminas, calico, magnésio, sais minerais e nutrientes importantes para o funcionamento não só dos músculos, mas de todo o organismo.
Água tônica possui pequenas quantidades de quinina uma substância que também parece prevenir câimbras. Existem relatos de melhora das câimbras noturnas após alguns dias ingerindo água tônica à noite.
Existem alguns medicamentos, como vitamina E, complexo B, verapamil, cloroquina e gabapentina que podem ajudar em casos específicos, mas que só devem ser tomados após avaliação médica.
- Aplicação de calor no local:
O aumento da temperatura favorece o relaxamento dos músculos.

Fonte:
copacabanarunners.net
pilatespirenopolis.wordpress.com
drauziovarella.com

terça-feira, 3 de julho de 2012

Alongar ou não alongar?

Alongar ou não alongar?


Alguns mitos sobre os benefícios do alongamento vêm sendo derrubados por pesquisas científicas recentes. Em contrapartida, seus ganhos em prol do aumento de flexibilidade, da força e na diminuição de dores crônicas são comprovadamente reais.


por Leonardo Valle Fotos Danilo Tanaka


A indicação dos alongamentos varia bastante de profissional para profissional. Essa falta de consenso entre educadores físicos, fisioterapeutas e ortopedistas foi o estopim para que centros universitários de todo o mundo se debruçassem em estudos sobre o assunto. Os resultados, entretanto, foram bem diferentes do que se esperava. A primeira informação contestada é a de que os alongamentos podem prevenir lesões quando praticados antes ou depois das atividades físicas. Os pesquisadores Robert Herbert e Marcos de Noronha, da Universidade de Sydney, revisaram dez estudos sobre o tema e não encontraram diferenças estatísticas entre os grupos que se alongavam e os que pulavam a atividade.


Para evitar acidentes, o mais indicado seria investir nos chamados exercícios de aquecimento, como polichinelos ou pequenas corridas sem sair do lugar. "O alongamento não tem a função primordial de aquecimento. Para aquecer é importante aumentar o fluxo de sangue nos vasos sanguíneos e músculos", explica Debora Reis Garcia, professora do curso de educação física da Universidade São Francisco (USF).

Efeito analgésico
Ironicamente, a coisa muda de fIgura nos estudos em que são avaliados pacientes com dores crônicas. Nessas situações, o alongamento sai na frente de práticas consideradas consagradas no alívio da dor. Uma pesquisa liderada pela pesquisadora Karen Sherman e publicada na revista Archives of Internal Medicine dividiu pacientes que sofriam dores crônicas na lombar em três grupos: aqueles que tiveram aula de alongamento, de ioga ou que apenas leram livros sobre como lidar com o problema. Três meses depois, os participantes que se esticaram foram os que mais relataram melhoras na dor sem o uso de medicamentos.


Bê-á-bá dos exercícios



Cabeça e pescoço
Em pé ou sentado, realize a flexão lateral da cabeça com uma das mãos, enquanto a outra fica estendida ao longo do corpo. Depois de alguns segundos, repita do lado contrário. Este exercício serve para alongar a musculatura lateral do pescoço.



Perna
Sentado, estenda uma das pernas enquanto a outra é flexionada. Incline o troco à frente e alongue os músculos posteriores da perna. Outra possibilidade é alongar-se em pé. Nesse caso, flexione uma das pernas com o calcanhar em direção ao glúteo. Bom para quem pratica caminhada ou esportes coletivos.


Ombros
Em pé ou sentado, cruze um dos braços à frente do peito. Segure-o com a mão contrária na altura do cotovelo. "O exercício é indicado para quem trabalha no computador, esportistas e donas de casa", indica Lincoln Adami, da Academia Gustavo Borges de Londrina (PR).







Panturrilha
Em pé, desloque uma perna à frente, enquanto a outra fica estendida atrás. Este exercício tem o objetivo de alongar os músculos da panturrilha.


Benefícios reais
Mas aliar os alongamentos com exercícios físicos é algo ruim? A resposta é não. Segundo Debora, alongar-se antes de suar a camisa é um modo de preparar o corpo para o esporte. "Já o alongamento feito ao final de exercícios diversos - como caminhadas, corridas ou atividades domésticas - tem como objetivo compensar a musculatura que foi mais utilizada", indica a educadora física.

A prática também é excelente para os atletas que querem melhorar seu desempenho nos treinos. Segundo um estudo liderado por Arnold Nelson, professor associado da Universidade de Louisiana (EUA), os alongamentos periódicos aumentaram a resistência muscular, o desempenho em saltos e a força nos profissionais que se submeteram a treinos regulares. Entretanto, não é necessário exagerar na dose para conseguir bons resultados. Aumentar a intensidade dos exercícios pode potencializar microlesões musculares, principalmente nos adeptos da musculação. "O ideal é trabalhar a flexibilidade outro dia que não o da musculação ou em outro período. Mas se desejar realizá-los após o treino, a intensidade deve ser leve ou moderada", pontua.
Por fim, alongamentos são fundamentais para aumentar a flexibilidade. Mas para aperfeiçoar essa habilidade motora é necessário ter disciplina. "Os exercícios devem ser realizados ao menos duas vezes por semana. O tempo de execução deve ser superior a 30 segundos em cada movimento", completa.

Sinal verde
Praticamente todo mundo pode se alongar. A restrição fica por conta de quem apresenta problemas nas articulações, nos ossos, nos músculos e na coluna, como no caso da hérnia de disco. "Em linhas gerais, todos podem praticar alongamentos, desde que orientados para a execução correta dos movimentos. Mesmo pacientes acamados, quando bem orientados, podem realizá-los", esclarece Debora.

Mas muita gente não adere aos alongamentos porque sente um ligeiro desconforto. Salvo exceções, esse incômodo é normal. Sua aparição está vinculada ao aumento da flexibilidade de músculos e articulações. "Ele funciona como um mecanismo de alerta do próprio organismo para evitar que a sobrecarga nos tendões e articulações provoque danos. Ele deve ser tolerado em certa medida para que a flexibilidade aumente", explica.

Muita gente não adere aos alongamentos porque sente um ligeiro desconforto. Salvo exceções, esse incômodo é normal

Entretanto, a regra é não aumentar a intensidade dos alongamentos a ponto de extrapolar os limites pessoais. Nos alongamentos que antecedem a caminhada ou a faxina da casa, por exemplo, não há necessidade de ir além do início do desconforto. "Além disso, a duração do exercício para cada segmento corporal não deve exceder 15 segundos. Já para atletas profissionais, o grau de tolerância à dor pode ser maior", completa Debora.

Flexibilidade ampliada
Algumas dicas simples podem deixar os alongamentos mais eficientes, como expirar e inspirar corretamente. "A respiração aumenta a oxigenação dos músculos, a fluidez do sangue e a lubrificação das articulações. O aluno também fica mais concentrado para alcançar a amplitude do movimento", esclarece a professora.
Usar acessórios como faixas elásticas e barras para apoio é outro segredo para potencializar a atividade. Entretanto, nada mais eficiente - e divertido - do que alongar-se acompanhado de um amigo ou em grupo. "O apoio da dupla pode ainda auxiliar no aumento da amplitude do movimento", finaliza a profissional.

Fonte: (Quadro) alongamento) Lincoln Adami, professor da academia Gustavo Borges de Londrina (PR). 

























ALONGUE-SE!!

Os 2 tipos de alongamento mais praticados pelas pessoas são: estático e dinâmico. Conheça agora um pouco mais sobre esses métodos!
Diferentes métodos de alongamento têm sido utilizados na prática de diversas atividades físicas no aquecimento e durante programas que visam o desenvolvimento da flexibilidade. Dentre eles, o método estático e o dinâmico que são atualmente os mais conhecidos e estudados pela literatura.
Fonte: hipertrofia.org
Estudos que procuraram comparar o efeito do método dinâmico e estático de alongamento não observam diferença significativa entre eles. Outras pesquisas respeitadas no ambiente da saúde como o de Coach Boyle, fizeram com que “eliminássemos” os alongamentos estáticos das sessões de treinamento e estes fossem substituídos por um “aquecimento dinâmico”.
Não vejo o alongamento estático como um método negativo, como diz Boyle, porém concordo que o aquecimento dinâmico é uma forma mais eficiente de preparar o corpo para as sessões de qualquer atividade física. Ele confirma que prevenimos lesões e dores, e que isso pode estar relacionado também à limitação física do praticante quanto à sua flexibilidade.
Pelo fato de o alongamento poder ser a fase mais ignorada pelas pessoas na prática de atividade física, os profissionais devem instruir seu aluno de uma forma mais direta.
Podemos utilizar séries de alongamentos para contribuir ao aquecimento ou até mesmo após a atividade como forma de recuperação ativa!
BOAS AULAS!!!

Por Rafaela Porto 
Instrutora Certificada STOTT PILATES ™
Coordenadora Técnica da Pilates StudioFit
Fonte: http://www.revistapilates.com.br/2012/06/06/alongue-se/