Localização: Rua Baronesa de Itu 336 conj 101, Higienopolis
Telefone: 3661-0418
Email: consultorioepilates@gmail.com
Mostrando postagens com marcador Joelho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Joelho. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

LCA lesionado, como tratar com o Pilates?

por Rafaela Porto


Foto: Pilates Studio Fit


Sabemos que no Pilates sempre procuramos o alinhamento ideal de cada cliente independente de sua postura e uma de nossas estruturas mais importantes de nosso corpo não podemos deixar de lado, o joelho.
Uma das regiões do joelho é o ligamento cruzado anterior (LCA), ele é responsável pela limitação da extensão dos joelhos, por impedir o deslocamento posterior do fêmur sobre a tíbia e possuir a função de mecanismo de trava. A face anterior do LCA fica tensa em flexão e frouxa em extensão, enquanto a face posterior fica tensa em extensão e frouxa em flexão. Uma vez lesionado o LCA, o objetivo da reconstrução é estabilizar o joelho e fornecer condições para que ocorra uma recuperação funcional, e claro, uma vez que no Pilates aplicamos, não só a mobilização de membros e coluna, mas também a estabilização, podemos sim tratar o LCA em nossas sessões.
Onde ele se localiza? Tanto o LCA quanto o ligamento cruzado posterior se encontram na articulação do joelho. O ligamento cruzado posterior tem origem no aspecto posterior da tíbia, avança por cima e para frente, passando medialmente ao LCA. O LCA origina-se do aspecto posterior da superfície medial do côndilo lateral do fêmur e avança anteriormente, até inserir-se no platô tibial. A inserção tibial é mais forte e mais larga do que a inserção femoral.
A lesão ligamentar do joelho pode ocorrer por mecanismo direto, quando o joelho é atingido por algum corpo externo (outro indivíduo, veículos, etc…), ou indireto, quando forças do joelho (perna, pé, etc…) são transmitidas aos ligamentos. No segundo, o mais comum deles, o trauma de torção é o mais frequente. Nesses casos, o corpo gira para o lado oposto ao pé de apoio. Outro mecanismo relativamente frequente é a hiperextensão do joelho sem apoio, é o chamado chute no ar, que determina o aparecimento da lesão isolada do LCA.
Para que a amplitude de movimento (ADM) seja completamente restaurada, instrua seu cliente é instruído sempre a manter o calcanhar apoiado, perna pendente e executar extensões, ou até deslizamento na parede para executar flexão. No Pilates encontramos exercícios como esses desde sessões de Mat até Estúdio (qualquer equipamento), além das modificações, especificamente, de acordo com os exercícios, encontramos deslocamentos com a essência do movimento sendo a propriocepção e descarga de peso.
Para incentivar um fortalecimento rápido, prefira aplicar ao seu cliente exercícios em cadeia cinética fechada (pés apoiados), como:
- Contração da perna contra a base de suporte: no Pilates como o Leg Press no Refomer de preferência com a plataforma de salto (conseguindo assim trabalhar com ênfase no apoio dos calcanhares);
- Agachamento de 45º como: o exercício Agachamento do lado de fora do Cadillac;
- Decidas de degrau como: o Subindo de Frente ou Descendo de Costas na Chair;
- Pedalar (bicicleta) também se torna uma prescrição.
Importante lembrar que: esses exercícios serão introduzidos depois da redução do edema e de ter sido recuperada a ADM.
E não esqueça que o cliente deve ser acompanhado por um profissional de fisioterapia e Pilates em conjunto, para que após a fase de fortalecimento, se faça uma reeducação neuromuscular e proprioceptiva do joelho que foi lesionado, facilitando assim o desempenho funcional e biomecânico deste indivíduo.

Em nosso consultorio podemos te dar todo esse suporte, desde a fisioterapia no pos-operatorio, a manutencao com o Pilates. Agende ja a sua avaliação e inicie o seu tratamento!



quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

LESÕES MENISCAIS



    Os meniscos são estruturas constituídas basicamente por fibras colágenas circulares (75%), de formato semicircular em forma de meia lua. Cada joelho apresenta dois meniscos, um na parte interna (menisco medial) e outro na parte externa (menisco lateral). Localizam-se entre o fêmur e a tíbia. O menisco medial é lesado 3 vezes mais que o lateral. Recobrem ao redor de 2/3 da superfície articular.
    Tem como função participar da nutrição da cartilagem articular, auxiliar na distribuição do líquido sinovial, na estabilidade secundária da articulação do joelho e, principalmente, na distribuição de carga na superfície articular.
             Imagem
·       São estruturas importantes e infelizmente bastante sujeitas à lesões. (Normalmente, as lesões meniscais estão relacionadas às entorses do joelho ou até mesmo a traumas menos comuns), sendo mais freqüentes nas práticas esportivas. Por vezes, os meniscos podem apresentar alterações degenerativas (mais comuns na idade adulta e no idoso), o que fragiliza sua estrutura, ficando assim mais susceptível a lesões ocasionadas por entorses mais leves (não relacionados à prática de esportes).
                           Imagem

As Lesões
    As lesões meniscais podem ocorrer por traumas indiretos, principalmente os rotacionais, ou aparecer insidiosamente por processos de degeneração do menisco. A característica clínica da lesão é importante no sentido de programação de tratamento e prognóstico da lesão. Os sintomas de um paciente com lesão meniscal são variados, dependendo da localização da lesão no menisco e da gravidade da lesão.
                               Imagem
·       Queixa Principal
·       Os sintomas iniciais são de dor e derrame, com impotência funcional relativa. Duram 1 a 2 semanas e vão reduzindo-se. Podendo até desaparecer para logo voltarem em nova crise. Pode-se dizer que a lesão meniscal caracteriza-se por crises com intervalos assintomáticos.
Os sintomas mais comuns são:
· Dor importante no momento da entorse, podendo ser acompanhada de sensação de estalido ou mesmo estalido audível (nas lesões em meniscos com alterações degenerativas, o quadro de dor pode não ser muito intenso no início e sim ir piorando progressivamente);
· Bloqueio da movimentação do joelho (limitação da flexão e/ou extensão);
· Ressalto durante a movimentação do joelho;
· Dor aguda ao agachar-se;
· Edema e derrame articular no joelho podem estar presentes ou não;
· Existem casos mais graves em que a lesão meniscal bloqueia a articulação (lesão meniscal em alça de balde). Essa situação é considerada uma urgência em ortopedia.
Exame Clínico 
    A lesão do menisco geralmente ocorre por trauma rotacional. Com o pé apoiado no solo, a rotação se faz no fêmur – para dentro, nas lesões internas. E para fora, nas externas. O paciente refere dor e derrame articular, na maioria das vezes tardia. Não há estalo, o qual, quando presente. é característico de lesão do ligamento cruzado anterior. Pelo próprio mecanismo de lesão depreende-se que a lesão de menisco é sempre unilateral, sendo praticamente impossível ocorrer nos dois joelhos ao mesmo tempo.
·   Os testes para frouxidão ligamentar são obrigatórios, lembrando que o índice de lesão meniscal associada a lesão ligamentar é muito comum, variando de 34% a 98% dos casos.
·   Outro mecanismo de lesão meniscal traumática é o da rotação do corpo sobre o pé, com o joelho hiperfletido, como ocorre, por exemplo, na troca do pneu furado ou na jardinagem.
·  As manobras de Apley, McMurray  costumam ser suficientes para, com a história clínica, firmar o diagnóstico das lesões meniscais.Imagem
      lesao_meniscal05

Exames Complementares
· A Ressonância Magnética é considerada na literatura internacional como o “padrão-ouro” do diagnóstico por imagem nas lesões meniscais.
                   Imagem
Diagnóstico
O diagnóstico é feito pelo ortopedista através do exame clínico. Existem manobras específicas que facilitam na identificação da lesão assim como na sua localização. Atualmente, o exame de Ressonância Magnética (RM) tornou-se bastante útil não só como método auxiliar para diagnóstico como também para nortear o tratamento, uma vez que permite avaliar o tipo e localização da lesão meniscal e a presença de outras lesões associadas (ligamentos, cartilagem,...). 
Tipos de lesão meniscal
Os tipos de lesão variam quanto à sua localização e estabilidade e são divididos em:
·       lesão oblíqua;
·       lesão transversa ou radial;
·       lesão horizontal (com ou sem flap);
·       lesão longitudinal (inclui lesão em alça de balde)
·       lesão degenerativa

          Imagem
Tratamento 
·       O tratamento é baseado principalmente no tipo e localização da lesão. Pode variar entre conservador, com fisioterapia e uso de analgésico-antiinflamatórios (menos usual e mais utilizado para pacientes idosos com alterações degenerativas e sem sintomas mecânicos), e o tratamento cirúrgico, realizado por vídeoartroscopia para ressecção da área lesada ou sutura da mesma (mais comum em pacientes que praticam esportes e/ou com lesões agudas, instáveis e com limitação da movimentação da articulação).
·       A localização da lesão tem sua importância relacionada ao fato do menisco ser uma estrutura com vascularização variável, sendo dividido (conforme o esquema) em 03 zonas:                                            Imagem
·       ZONA VERMELHA- localização mais periférica e mais vascularizada, portanto com maior índice de cicatrização;
·       ZONA VERMELHA/BRANCA- localização intermediária e com vascularização variável;
·       ZONA BRANCA- localizada no 1/3 central e com vascularização pobre.
                  Imagem
·       Por fim, a avaliação desse conjunto determinará o tipo de tratamento a ser realizado.
·       IDADE
·       GRAU DE ATIVIDADE
·       TIPO DE LESÃO
·       LOCALIZAÇÃO DA LESÃO
·       Com a chegada da artroscopia e com o desenvolvimento da menistectomia parcial que consiste na retirada apenas da parte lesada do menisco, preservando todo o restante do menisco asdio, as conseqüências graves que víamos nas menistectomias totais foram minimizadas. A principal conseqüência vê-se nos pacientes portadores de lesão do ligamento cruzado anterior, nos quais ainda hoje se usa a menistectomia artroscópica como procedimento isolado de forma inadequada.
·       A sutura meniscal é realizada nas lesões em que se é possível, neste caso são dados pontos para a fixação da lesão.
                      Imagem




                                         FT. IRAN J. PRANDI
                                             Crefito 8322-F

Fonte:http://www.acak.com.br/Saude/lesaomeniscais.htm

segunda-feira, 13 de agosto de 2012


Lesões do Ligamento Cruzado Anterior e Pilates

O ligamento cruzado anterior do joelho (LCA) encontra-se conectado à porção póstero-lateral do intercôndilo do fêmur e também à porção anterior à espinha da tíbia. Tem como função estabilizar, controlar a cinemática e prevenir rotações e deslocamentos anormais da articulação do joelho. Desta forma, é o LCA que trabalha evitando a rotação tibial, a angulação varo-valgo e, principalmente, a translação anterior da tíbia em relação ao fêmur.


Observando a ação do LCA, devemos fazer algumas considerações antes de escolher o repertório de exercícios a serem realizados.

Exercícios em cadeia cinética fechada tem menos probabilidade de gerar uma translação anterior da tíbia, pois a força é dissipada entre várias articulações dos MMII. Em cadeia cinética aberta, apenas uma articulação receberá a sobrecarga total. Além do que, neste tipo do exercício, o quadríceps, os músculos posteriores da coxa e os glúteos são ativados reduzindo as forças de rotação da tíbia, que estariam presentes nos exercícios de cadeia cinética aberta (PEPPARD,2001). Assim, considera-se extremamente importante o fortalecimento de ísquiostibiais, glúteos e quadríceps para prevenção e tratamento de lesão de LCA. As extensões completas de joelho devem ser evitadas, pois ocorre maior solicitação mecânica do ligamento.

A realização do trabalho proprioceptivo será indispensável, uma vez que estimulamos os mecanorreceptores geramos uma resposta mais rápida em situações inesperadas, que muitas vezes envolvem torções, por exemplo, pisar em buracos, cair de escadas, etc.

O alongamento dos rotadores externos do quadril também é importante, pois quando encurtados geram a rotação externa do fêmur, tensionando o LCA (Hewet. T, 2010).

A análise postural será indispensável para identificar qual o mecanismo que lesionou o LCA. Sendo um geno valgo, por exemplo, deve-se seguir as orientações para isso, como alongar e fazer liberação miofascial da banda íliotibial, bíceps femural, pectíneo e grácil e fortalecer tensor da fáscia lata e rotadores externos.
É interessante liberar as fáscias das estruturas encurtadas para fortalecer na sequência seus antagonistas, evitando a tensão oposta.

Exercícios indicados dentro do método Pilates:
- Footwork com apoio dos pés do balance disc ( com suporte da prancha de saltos);
- Ponte sobre a bola com dissociação de MMII (flexionando e estendendo os joelhos);
- Agachamentos com auxílio da barra torre do Cadillac e também utilizando acessório de equilíbrio;
- Side kick series;
- Alongamento de MMII passivo estático com as alças de pés do reformer (unilateral)
- Liberação miofascial com o rolo;
Devemos sempre tomar muito cuidado ao lidar com patologias do joelho, pois é uma articulação de grande sustentação corporal e suas disfunções geram compensações por toda a estrutura corporal.

Por Viviane Vales
Fonte: http://trabalhandocompilates.blogspot.com.br/2012/07/lesoes-do-ligamento-cruzado-anterior-e.html?spref=fb

terça-feira, 3 de julho de 2012

Vida longa aos joelhos
Por Fernanda de Almeida / Ilustração: Sueli Mendes


Ninguém está imune aos males nessa articulação. Os traumas ocorrem em homens, mulheres, jovens e idosos, sedentários e atletas. Entenda quais são as melhores estratégias para poupá-los nas situações cotidianas.


O joelho é a maior e uma das principais articulações do corpo humano. É dividido em duas articulações distintas: uma entre o fêmur e a tíbia, chamada de femorotibial e outra entre o fêmur e a patela, denominada femoropatelar. É uma articulação das mais complexas, estando sempre sujeita a lesões, tanto traumáticas como em acidentes e quedas, quanto degenerativas, como desgaste e envelhecimento.



Essa articulação é formada na sua parte superior pelo fêmur, que é o osso da coxa, que roda sobre a tíbia, o osso da perna. Na parte anterior existe um osso arredondado, palpável, chamado patela (nova denominação para rótula). É formado por ossos e articulações, ligamentos e tendões, músculos, nervos e vasos sanguíneos. São responsáveis pela absorção de impactos, realização e controle de movimentos, suporte do peso corporal e dissipação da força da gravidade. "Apesar de tantos desempenhos e complexidades, os joelhos são mais vulneráveis a traumas, não só pelas suas funções mas pela localização anatômica", explica o ortopedista Maurício Póvoa Barbosa, especialista em Medicina do Esporte da Clínica Orthobone (SP).


"Um em cada três indivíduos com mais de 40 anos pode vir a ter dor articular em algum momento da vida", afirma a reumatologista Fernanda Rodrigues Lima, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Um dos principais motivos é o sedentarismo, especialmente quando as pessoas querem deixar de ser sedentárias e começam a fazer algum esporte sem acompanhamento médico. Há ainda as causas relacionadas a doenças.


As lesões de joelhos acometem homens e mulheres. O que muda é o tipo de lesão. Os homens, por exemplo, são mais suscetíveis a lesões meniscais, pois se envolvem mais em atividades com mais explosão e movimentos bruscos, como o futebol. Já as mulheres costumam ter mais sintomas relacionados à síndrome femuropatelar, pois a mecânica óssea do esqueleto feminino e a relação de força dos músculos favorecem mais esse tipo de lesão. Por outro lado, ambos os gêneros podem ser afetados por doenças reumatológicas como osteoartrite, artrite reumatoide e espondilite anquilosante, que podem dar artrite no joelho.


Tipos de dores e lesões
Os traumas que atingem os joelhos podem ser classificados em diretos, quando são na articulação, e os indiretos, quando provocam entorses, que são uma excessiva distensão dos ligamentos e das restantes estruturas que garantem a estabilidade da articulação.



O problema mais comum é a artralgia, nome dado para dor articular. Na maioria das vezes ela é causada por uma sobrecarga mecânica na articulação, ou seja, excesso de peso, uso inadequado do joelho, musculatura da coxa fraca ou pouco alongada. Outras situações comuns dependem da idade. Nos idosos, por exemplo, temos a osteoartrite, que é o processo de desgaste da cartilagem do joelho, e nos jovens temos as tendinopatias dos tendões, que se situam na articulação dos joelhos, causada geralmente pela prática de esportes.


Também podem acontecer lesões isoladas ou combinadas. As mais comuns são a lesão cruzado anterior (LCA), que afeta o ligamento responsável pela estabilidade do joelho anteriormente, não permitindo o movimento para a frente. E a lesão no menisco medial (LMM). "As mais graves, porém, são as combinadas entre LCA e lesão cruzado posterior (LCP), que afeta o ligamento posterior, responsável pela estabilidade do joelho posteriormente, não permitindo o movimento para trás, somada às lesões de ligamentos colaterais, localizados nas laterais do joelho, responsáveis pela estabilidade lateral e medial da articulação", explica Barbosa.


Outra causa de problemas nos joelhos são as congênitas, ou seja, que surgem antes do nascimento ou nos primeiros anos de vida. Costumam se manifestar por volta dos 3 ou 4 anos de idade e são as chamadas deformidades dos joelhos varos, quando o joelho é voltado para fora e a perna para dentro, e dos joelhos valgos, quando o joelho é voltado para dentro e perna para fora, conhecido também como joelho em X. Vale salientar que o joelho varo pode ser causado também pelo raquitismo - deficiência de vitamina D.


Atividades físicas sem risco
Segundo a reumatologista Fernanda, estudos mostram que, em termos esportivos, o que conta mesmo para lesionar o joelho não é tanto o esporte, mas a condição prévia do joelho do esportista. Praticar esporte com um joelho previamente lesionado que não foi bem cicatrizado, com sobrepeso, com pouca força muscular, com pouco alongamento, aumenta a predisposição para uma osteoartrite, que é uma lesão definitiva nessa articulação. "Os esportistas profissionais são os que estão entre os com maior risco, pois a carga na articulação é muito alta. Os esportes com muito salto e muita rotação também aumentam a chance de maior lesão aguda, como o vôlei e o futebol", diz.





Como prevenir e tratar Os esportes repetitivos, de alto impacto e de alto contato são os que mais prejudicam os joelhos pois exigem muita força. Para fortalecer essas articulações, a natação e a bicicleta são as atividades mais indicadas, uma vez que são mais suaves.

As lesões que são mais comuns nos homens ...
A lesão no menisco costuma ser as mais comum quando o assunto é atividade física. Entenda como ela acontece:
- Os meniscos são duas estruturas cartilaginosas, que ficam dentro da articulação do joelho. São chamadas menisco medial e menisco lateral.
- Eles funcionam para amortecer e estabilizar a articulação em determinados movimentos. A lesão em geral ocorre durante um movimento rotacional abrupto da perna.
- Os sintomas são dor intensa, inchaço da articulação e pode acontecer também e sensação de bloqueio ou falseio da articulação.
- O tratamento vai depender do tipo e da extensão da ruptura. É provável que haja necessidade de algum reparo eito de forma cirúrgica.
- Algumas lesões são degenerativas e são achadas na ressonância. Nesses casos o tratamento é fisioterápico, pois estão relacionados com outras alterações na articulação do joelho.




... e nas mulheres
A articulação femoropatelar, também chamada de condromalácea, é uma condição que afeta mais o sexo feminino.

- A dor é na frente do joelho, piora quando a pessoa fica muito tempo sentada ou com o joelho muito flexionado, e pode ser acompanhada da sensação de joelho rígido.
- Na maioria das vezes, decorre de um desbalanço de forças entre os músculos que estabilizam e alinham a patela na articulação do joelho, provocado por fraqueza ou falta de alongamento dos mesmos.
- Em alguns casos, a articulação é excessivamente elástica ou tem algum problema congênito de "encaixe". Isso pode ser detectado no exame físico e com exames de imagem.
- O tratamento, na maioria das vezes, é clínico e deverá incluir exercícios de reabilitação.




O diagnóstico começa na interpretação da história que o paciente conta sobre a dor e os sintomas relacionados ao quadro junto com o exame físico, que é muito importante para definir qual ou quais componentes da articulação estão envolvidos na lesão. "Quando se suspeita de patologias reumatológicas, é importante examinar não só o joelho afetado, como também as demais articulações, pois o envolvimento pode ser do corpo todo", explica Fernanda. Mas, de maneira geral, o diagnóstico é feito pelo ortopedista mediante manobras para testar a estabilidade do joelho, podendo ser auxiliado por exames de imagem como radiografias e ressonâncias magnéticas.


Embora muita gente tema as cirurgias no joelho por acreditar que elas sejam incapacitantes, Barbosa afirma que "na verdade isso é um mito, pois atualmente há diversas técnicas com excelentes resultados. A tecnologia e o avanço da ciência fizeram com que os riscos diminuíssem quase a 0%". Barbosa concorda e afirma que "o preparo físico e muscular é importantíssimo, tanto para atletas como não atletas. Alongar, caminhar, fazer teste ergométrico periodicamente e manter o peso, através de uma alimentação balanceada, são alguns dos procedimentos que devem fazer parte da rotina de todos. É a melhor forma de manter uma vida saudável e livre de lesões".


O ortopedista e reumatologista são especialistas que cuidam do aparelho locomotor. Se a lesão é traumática, a melhor indicação é procurar um ortopedista. As demais dores de joelho, que surgiram sem relação aparente com um trauma específico, podem ser investigadas por qualquer um dos dois profissionais. Vale ressaltar que, se a dor aparece em mais de uma articulação e vem acompanhada de algum outro sintoma geral como febre, fadiga ou dor muscular, há uma chance de ser uma doença reumatológica. Nesse caso, é melhor já procurar um reumatologista.


Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br